sábado, 30 de agosto de 2014

Magnificat do Catequista


Canto a Deus com toda a minha vida, 
e quero partilhar com todos que estou cheio de alegria 
porque, Deus na Sua bondade chamou-me para ser catequista. 
Eu nada sabia e nem o merecia, 
e nunca o tinha imaginado! 
Porém, Ele aproximou -se, 
fixou o Seu olhar nos meus olhos, 
tocou o meu coração 
e chamou-me pelo nome: Catequista. 
Todos os que me rodeiam e me conhecem, 
vejam como estou feliz, 
porque Ele tomou a minha vida, 
e mudou-a, e não sabem quantas coisas boas fez em mim! 
É o Deus da Vida, 
é totalmente Bom, é Deus Amor! 
É enorme a sua bondade 
e actua em todo o mundo pelos séculos dos séculos. 
Aos soberbos e poderosos, 
que se consideram sábios e fortes, 
Ele não os tem em conta. 
Em troca, aos humildes, aos pobres, aos pequenos, 
aos marginalizados…
Ele estende as Suas mãos para os atender, 
o seu coração está com eles. 
É um Deus compassivo e cheio de misericórdia. 
não quer que ninguém passe fome, 
detesta a injustiça, 
aborrece-lhe a indiferença 
e a falta de compromisso. 
Ele quer mudar o mundo, 
para que haja Justiça, Paz e Vida para todos. 
desde sempre é a Sua Promessa, 
de Abraão até nós. 
É a Sua Vontade 
e nos chama a construí-la. 
Meu coração está cheio de alegria 
porque me chamou a ser Catequista. 
quero anunciar a Sua Palavra, 
ser Testemunha da Sua Presença 
e construtor do seu Reino. 
Deus bondoso, 
ajuda-me a ser-Te fiel 
na minha vocação de Catequista 
todos os dias da minha vida.
Amém! 
Fonte:http://www.salesianas-por.net/MagnificatCatequista.pdf

Sou chama que ainda fumega, sou Catequista!



Ser catequista é ser SAL, ser LUZ!
Fácil escrever e ler, difícil SER!
Nem sempre conseguimos!

Somos destemperados, ou salgamos demais ou somos insonsos! 

Quantas vezes queremos brilhar mais que AQUELE que é a própria luz!

Somos trevas, somos luz!
Sou sopro que reaviva a chama de outros catequistas e sou sopro que extingue!

ELE é a mão que oferece luz, é mão que protege a chama dos ventos externos!
Sou a chama frágil, sendo amparada, reavivada pela Luz de Cristo!
Sou catequista, imperfeita! 
E Deus sempre soube disso e mesmo assim quis contar comigo!
Que Ele me sustente, reavive minha chama, mesmo quando me sentir como se estivesse debaixo de uma balde, lutando para continuar acesa...
Imaculada

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sacramento do Batismo!

Uma postagem no facebook, chamou-me a atenção, uma jovem mãe, fazendo a maior festa pela data do batizado de seu filho:

"UM ANO DE BATIZADO! 18 de Agosto 2013, que dia lindo em que recebeu a LUZ de Cristo." (Gabriela Taveira-mãe)
"Meu coração pequenino está cheio de Luz, pois nele veio habitar meu querido Jesus".
"MIGUEL , O ESPÍRITO SANTO FAZ MORADA EM SEU CORAÇÃOZINHO" (Araceli Taveira-avó)

Não é comum nos tempos atuais nos depararmos com uma cena dessa, onde a maioria das jovens mães levam seus filhos para a pia batismal, sem entender o sentido do rito, da importância desse sacramento. No caso da Gabriela, a mãe em questão, é uma mãe cristã,  foi iniciada na fé no seio da família, cresceu numa comunidade de fé. E disso sou testemunha, pois faz parte de minha paróquia. Por isso, tomei a liberdade de tomar posse de suas palavras para refletirmos sobre esse sacramento.

Quantas pessoas batizam seus filhos, muito mais por superstição, por medo disso e daquilo, sem nenhum compromisso cristão.
Nosso amado Papa Francisco fez uma sequência de catequeses sobre todos os sacramentos, com palavras simples, mas profundas... Vou postar para que fique arquivado aqui no blog, para que mais e mais catequistas tenham acesso a essas ricas catequeses. O catequista não pode titubear quando for abordar o tema dos sacramentos. Precisamos saber de fato, qual  é a importância dos sacramentos no processo da Iniciação Cristã!

Caso contrário, continuaremos fazendo  catequese para os sacramentos, sem fazê-los adentrar nos mistérios de cada um.

Leiam, imprimam e passem aos catequistas que não são internautas...

PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro

Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje começamos uma série de Catequeses sobre os Sacramentos, e a primeira diz respeito ao Batismo. Por uma feliz coincidência, no próximo domingo celebra-se precisamente a festa do Batismo do Senhor.

O Batismo é o sacramentos sobre o qual se fundamenta a nossa própria fé e que nos insere como membros vivos em Cristo e na sua Igreja. Juntamente com a Eucaristia e com a Confirmação forma a chamada «Iniciação cristã», a qual constitui como que um único, grande evento sacramental que nos configura com o Senhor e nos torna um sinal vivo da sua presença e do seu amor.

Pode surgir em nós uma pergunta: mas o Batismo é realmente necessário para viver como cristãos e seguir Jesus? Não é no fundo um simples rito, uma ato formal da Igreja para dar o nome ao menino ou à menina? É uma pergunta que pode surgir. E a este propósito, é esclarecedor quanto escreve o apóstolo Paulo: «Ignorais, porventura, que todos nós, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na Sua morte? Pelo batismo sepultamo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhemos nós também numa vida nova» (Rm 6, 3-4).



Por conseguinte, não é uma formalidade! É um ato que diz profundamente respeito à nossa existência. Uma criança baptizada ou uma criança não baptizada não é a mesma coisa. Uma pessoa baptizada ou uma pessoa não baptizada não é a mesma coisa. Nós, com o Batismo, somos imergidos naquela fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior ato de amor de toda a história; e graças a este amor podemos viver uma vida nova, já não à mercê do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos.

Muitos de nós não recordam minimamente a celebração deste Sacramento, e é óbvio, se fomos batizados pouco depois do nascimento. Fiz esta pergunta duas ou três vezes, aqui, na praça: quem de vós conhece a data do próprio Batismo, levante a mão. É importante conhecer o dia no qual eu fui imergido precisamente naquela corrente de salvação de Jesus

E permito-me dar um conselho. Mas, mais do que um conselho, trata-se de uma tarefa para hoje. Hoje, em casa, procurai, perguntai a data do Batismo e assim sabereis bem o dia tão bonito do Batismo. Conhecer a data do nosso Batismo significa conhecer uma data feliz. Mas o risco de não o conhecer significa perder a memória daquilo que o Senhor fez em nós, a memória do dom que recebemos. 

Então acabamos por considerá-lo só como um evento que aconteceu no passado — e nem devido à nossa vontade, mas à dos nossos pais — por conseguinte, já não tem incidência alguma sobre o presente. Devemos despertar a memória do nosso Batismo. Somos chamados a viver o nosso Batismo todos os dias, como realidade atual na nossa existência.

Se seguimos Jesus e permanecemos na Igreja, mesmo com os nossos limites, com as nossa fragilidades e os nossos pecados, é precisamente graças ao Sacramento no qual nos tornamos novas criaturas e fomos revestidos de Cristo. Com efeito, é em virtude do Batismo que, libertados do pecado original, somos inseridos na relação de Jesus com Deus Pai; que somos portadores de uma esperança nova, porque o Batismo nos dá esta nova esperança: a esperança de percorrer o caminho da salvação, a vida inteira. 

E esta esperança que nada e ninguém pode desiludir, porque a esperança não decepciona. Recordai-vos: a esperança no Senhor nunca desilude. É graças ao Batismo que somos capazes de perdoar e amar também quem nos ofende e nos faz mal; que conseguimos reconhecer nos últimos e nos pobres o rosto do Senhor que nos visita e se faz próximo. O Batismo ajuda-nos a reconhecer no rosto dos necessitados, dos sofredores, também do nosso próximo, a face de Jesus. Tudo isto é possível graças à força do Batismo!

Um último elemento, que é importante. E faço uma pergunta: uma pessoa pode batizar-se a si mesma? Ninguém pode batizar-se a si mesma! Ninguém. Podemos pedi-lo, desejá-lo, mas temos sempre a necessidade de alguém que nos confira este Sacramento em nome do Senhor. Porque o Batismo é um dom que é concedido num contexto de solicitude e de partilha fraterna.

Ao longo da história sempre um batiza outro, outro, outro... é uma corrente. Uma corrente de Graça. Mas, eu não me posso batizar sozinho: devo pedir o Batismo a outra pessoa. É um ato de fraternidade, um ato de filiação à Igreja. Na celebração do Batismo podemos reconhecer os traços mais característicos da Igreja, a qual como uma mãe continua a gerar novos filhos em Cristo, na fecundidade do Espírito Santo.

Peçamos então de coração ao Senhor podermos para experimentar cada vez mais, na vida diária, esta graça que recebemos com o Batismo. Que os nossos irmãos ao encontrar-nos possam encontrar verdadeiros filhos de Deus, verdadeiros irmãos e irmãs de Jesus Cristo, verdadeiros membros da Igreja. E não esqueçais a tarefa de hoje: procurar, perguntar a data do próprio Batismo. Assim como eu conheço a data do meu nascimento, devo conhecer também a data do meu Batismo, porque é um dia de festa.

Dá cá mais cinco??!!

Li esse artigo e achei oportuno para refletirmos como estamos preparando nossos pequenos para sua primeira confissão... E como é importante a acolhida do padre na primeira e em todas as confissões nessa idade de amadurecimento na fé...
Uma experiência ruim na primeira confissão pode fazer com que seja a primeira e a última, senão a última, uma tortura e infelizmente, muitos sacerdotes não são muito sensíveis nesse quesito. Gostei da atitude desse padre, ele poderia ter esculhambado com a catequista e com a criança, mas pelo contrário, enxergou alguém que estava cheia de medo e insegurança diante dele... Gostei da leitura, por isso, compartilho por aqui!!

É isso aí, dá cá mais cinco! srsr


imagem ilustrativa

Estive recentemente a confessar um grupo de crianças (do terceiro ano) que se preparavam para a sua primeira comunhão. Uma experiência inédita para eles e igualmente, inédita, para mim. Os inéditos, diz-nos a experiência, têm todos os ingredientes para se tornarem em factos memoráveis.


Vamos até lá e espreitar o que aconteceu? 
[Nota: observem as reacções de uns e de outros]

Cada padre tinha para si uma sala reservada, arejada e bem iluminada. Não tinha nada, mas mesmo nada aspecto de confessionário. Antes pelo contrário. No entanto, é muito provável que no imaginário das crianças pudesse ainda estar a imagem estranha de falar de uma coisa ainda mais estranha que são os “pecados”.
Entrou, timidamente, e sentou-se. Estava com ar de quem acabara de sentar-se na poltrona do dentista e a quem, embora ainda criança, lhe seria arrancado a sangue frio e sem qualquer espécie de anestesia o dente do siso. Eh lá – pensei eu – vamos ter que pôr humor nesta confissão. Vamos, vamos! Depois de uma converseta bem disposta, ela disse-me que já estava pronta. Estou pronta, posso começar padre Nuno?
Sim!
Sim!
Sim!
Talvez!
Sim!
Não!
Huumm..., Siim!

Espera aí, espera aí – interrompi-lhe a dita confissão. O que é que é isso do “sim! sim! não, não e talvez”? O que é que ‘tás p’raí a dizer? Disse-lhe, contendo inevitavelmente as minhas gargalhadas. Levantando a cara e poisando o papel, disse-me que estava a responder às perguntas que a catequista lhe tinha dado como ajuda para a confissão.
Muito bem! - disse-lhe, eu. Muito bem! Mas, olha e podes ao menos ler as respostas juntamente com as perguntas. Ah, padre Nuno – interrompeu ela toda despachada – eu prefiro dizer só as respostas. E eu - acrescentei - e eu vou tentar advinhar as perguntas, é isso? 
Não contive a minha postura séria de dentista dos pecados e as gargalhadas foram inevitáveis.
Está bem, então não lês as perguntas e no fim vais dizer assim duas coisas de que gostavas de pedir desculpa e, depois, duas-três coisas boas em ti. Combinado?
Sim!
Sim!
Talvez! E continuou ela, até ao fim sem qualquer hesitação com o papel diante dela.

No fim do questionário e depois de ter dito as duas coisas que gostava de pedir desculpa e as duas-três coisas de que gostava de agradecer, chegara naturalmente o momento da a-b-s-o-l-v-i-ç-ã-o. Pausadamente e com a devida solenidade leu o ato de contrição e depois fizera, eu, uma breve e simples oração para agradecer.
E levantei o braço e estendi a mão. Levantei a mão para o gesto do perdão, da absolvição.
Nesse preciso instante, ela já bem-disposta e sorridente teve o instinto de levantar também o braço dela. Naquela fracção de segundos haviam dois braços levantados: o meu e o dela. 
Também instintivamente ela tem a iniciativa de bater com a mão dela na minha mão. 
Dá cá mais cinco.

Com uma gargalhada e com boa disposição, avançamos para o gesto do perdão.
Bem-disposto fiquei eu, que depois de uma manhã intensa de trabalho me sentia cansado e mal esperaria eu que a alegria viesse de um confessionário. E desta feita do lado de lá. E afinal também vem.

Sempre ouvi dizer isto e é o que sempre digo.
Mas, às vezes é preciso ver para acreditar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fui 'pescado' por JESUS, sou CATEQUISTA

...sou chamado a ser pescador



De forma lúdica, essa imagem retrata o chamado de cada um de nós.  Meio a uma multidão, Deus nos escolheu para ser um catequista. Não é lindo?

Pois é! Não só lindo, como também muito exigente. Muita, mas muita responsabilidade!
Tanto, que me vejo pensando, questionando, avaliando que tipo de catequista tenho sido e se tenho feito por merecer esse chamado Divino!




Poderia me dedicar, estudar, rezar mais...
Ser catequista não é passatempo, é vocação e toda vocação me leva a uma missão... A nossa é fazer Cristo conhecido, amado e seguido.



"CATEQUISTAS,  vocês são as mãos e os pés da Igreja, a voz, os olhos, os ouvidos, a mente do Evangelho levada aos outros. Essa é vossa graça, vossa glória e  vossa responsabilidade. Vocês são enviados para ser vozes de Cristo e de Deus e também do pároco, que nunca poderia fazer tudo sozinho." (Frei Jesús María lopez Mauleon- homilia 29 de agosto de 2010-Capelinha)

É moçada, a coisa é muito séria neh!

Que Deus continue a nos abençoar nessa missão, que Ele nunca desista de nós!
Nos socorra em nossas necessidades!
Revigore nossas forças nos momentos de desânimo e quedas!
Renove nosso SIM nesse domingo, onde celebramos nossa vocação!!

 Catequistas amados, beijos meus!
Imaculada Cintra
Catequista por vocação, decisão, paixão!!