quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A melhor forma de rezar!

Certa vez, um rapaz entrou na igreja, que estava vazia, foi até o primeiro banco e começou a jogar cinco facas para cima, uma depois da outra e, numa agilidade incrível, pegava todas pelos cabos, sem deixar nem uma cair no chão e sem se ferir. Eram facas afiadas, que brilhavam no ar.


Uma senhora entrou na igreja e, ao ver lá de trás aquela cena, ficou assustada. Foi correndo contar para o padre, que morava ao lado da igreja. O padre veio e os dois observavam a inusitada cena.

O padre aproximou-se dele e perguntou, com carinho: "Por que você está fazendo isso?" O moço respondeu: "Eu não sabia rezar, e perguntei para uma catequista como que reza. Ela disse: 'Faça o que você sabe de melhor para Deus, que ele gosta'. Eu trabalho em um circo e o que eu sei de melhor é jogar facas. Por isso vim aqui hoje rezar".

O padre pôs a mão no ombro dele e falou: "Pode continuar rezando, filho, e que Deus o abençoe. Mas cuidado para não se machucar, ou machucar alguém".
De fato, a catequista estava certa. Cada um tem o seu jeito próprio de rezar. Existem tantas maneiras de orar, quantas pessoas orantes há no mundo. Isso porque oração é diálogo, uma conversa de amor com Deus. E os amigos são criativos e espontâneos nas conversas.

Nós vamos, aos poucos, evoluindo na prática da oração. No começo, só rezamos orações decoradas, e só duas vezes ao dia: De manhã, ao nos levantar, e à noite, antes de dormir.
Depois, nós começamos a obedecer a Jesus que disse: "Orai sempre, e nunca cesseis de o fazer" (Lc 18,1).


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Desculpe o transtorno, estou em construção!!


Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.
Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses transtornos tantos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.

O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.

Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício.

O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!

* Sempre gosto de dar os devidos créditos, ma no caso desse texto estou meio confusa, pois já vi como sendo do Gabriel Chalita, de Anita Godoy e até do papa Francisco.... Seja quem for o autor é um lindo texto! Amei, compartilho!

Por que dedicar um mês à Bíblia?

*por professor Felipe Aquino
Em nosso país, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estabeleceu setembro como o “mês da Bíblia” por várias razões importantes. Dentre elas, porque o grande São Jerônimo, que traduziu a Bíblia do hebraico e grego para o latim, tem sua memória litúrgica celebrada no dia 30 de setembro. São Jerônimo foi secretário do grande Papa São Dâmaso (366-384), que o incumbiu dessa grande obra chamada “Vulgata”, por ser usada em toda a parte.

Foram cerca de trinta e cinco anos fazendo essa tradução nas grutas de Belém, vivendo a oração e a penitência ao lado da gruta onde Jesus nasceu. O santo disse que “desconhecer as Escrituras é desconhecer o próprio Cristo”. Ele nos deixou um legado de grande amor às Sagradas Escrituras. Possuía grande cultura literária e bíblica e sabia grego, latim e hebraico.

A Sagrada Escritura é alimento para a nossa alma e fonte de vida. Jesus conhecia profundamente a Bíblia. Mais do que isso: Ele a amava e se guiava por suas palavras. Isto é o suficiente para que todos nós façamos o mesmo. Na tentação do deserto, quando o demônio investiu contra o Senhor, Ele o rebateu com as palavras da Escritura. Quando o tentador pediu que Ele transformasse as pedras em pães para provar Sua filiação divina, Jesus lhe disse: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8, 3c).

A importância do mês da Bíblia é para que o povo brasileiro a conheça melhor e seja motivado a estudá-la com mais profundidade, uma vez que não é fácil compreendê-la, especialmente o Antigo Testamento. A Bíblia não é um livro de ciência, mas sim de fé. Utilizando os mais diversos gêneros literários, ela narra acontecimentos da vida de um povo guiado por Deus, de até quatro mil anos atrás, atravessando os mais variados contextos sociais, políticos, culturais, econômicos, entre outros. Por isso, a Palavra de Deus não pode sempre ser tomada ao “pé da letra”, literalmente, embora muitas vezes o deva ser. “Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Cor 3,6c), disse São Paulo.

Portanto, para ler a Bíblia de maneira adequada, exige-se, antes de tudo, o pré-requisito da fé e da inspiração do Espírito Santo na mente, sem os quais a interpretação da Escritura pode ser comprometida.

Para que a Palavra de Deus seja eficaz em nossa vida, precisamos, pela fé, acreditar nela e colocá-la em prática objetivamente. Em outras palavras, precisamos obedecê-la, pois, ao fazer isso, estamos obedecendo o próprio Senhor.

A alma da Igreja é o Espírito Santo dado em Pentecostes; por isso a Igreja não erra na interpretação da Bíblia, e isso é dogma de fé. Jesus mesmo lhe garantiu isto: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13a).

Embora seja feita de homens, santos e também pecadores, a Igreja Católica tem a garantia de não errar na interpretação dos assuntos da fé. Entretanto, ela não despreza a ciência; muito pelo contrário, a valoriza tremendamente para iluminar a fé e entender a revelação.

O Vaticano possui a “Pontifícia Academia de Ciências” e em Jerusalém está a Escola Bíblica que se dedica a estudar exegese, hermenêutica, línguas antigas, geologia, história antiga, paleontologia, arqueologia e tantas outras ciências, a fim de que cada palavra, cada versículo e cada texto da Bíblia seja interpretado corretamente. É a fé caminhando junto com a ciência. Tudo isso para que possamos dizer como no Salmo 118:“Vossos preceitos são minhas delícias. "Meus conselheiros são as vossas leis.” (v. 24) “Encontro minha alegria na vossa palavra, como a de quem encontra um imenso tesouro.” (v.162)


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mais que decorar, devemos saber de coração!


Imagem/Montagem de Antonio Lima

Quando vi essa imagem, lembrei-me de  uma conversa que tive recentemente com uma "mãe". 

Ela dizia que a catequese deveria voltar a ser como antes, decorar as orações, os mandamentos e também tinha que ter avaliação. Que hoje em dia a mãe trabalha fora e não tem tempo pra essas coisas de ficar ensinando orações. Que isso é responsabilidade da catequese, do catequista. Que no tempo dela, ela tinha que saber de cor e salteado todos os mandamentos e também as orações.

Enquanto ouvia, meu coração disparava, quase saia pela boca. Pedia ao Espírito Santo que viesse em meu socorro, colocando as palavras certas em minha boca, pois não poderia dizer amém a tudo que ouvi e também não queria ferir.

Respirei fundo, amei aquela mulher com o olhar e comecei minha fala: então, se Deus quiser essa catequese de decoreba não voltará jamais. A catequese hoje é vista como um processo de amadurecimento na fé. E não querendo de ferir, a obrigação de ensinar as orações não é do catequista e sim da família. A criança aprende rezando. Porém, ensinamos sim na catequese todas as orações, mas se não se pratica em casa, nosso esforço é vão.  Pra nós, não importa que sua filha saiba de cor os mandamentos, mas que saiba distingui-los nas atitudes do dia-a-dia. Por exemplo, se ela sabe que não pode pegar algo que é do outro sem seu consentimento,  que isso é roubar, pra mim não importa se saiba se é sétimo ou quinto mandamento. Mas, que deve respeitar as coisas dos outros e ser uma pessoa justa. Falei sobre toda a mudança que a catequese vem passando. O papo foi longo, se surtiu efeito, não sei, fiz minha parte! Fui uma boa ouvinte e esclareci alguns pontos e me certifiquei mais uma vez: não quero de volta a catequese que essa mãe teve e cá entre nós, a catequese que dei quando comecei como catequista... Era tal qual, com direito a chamada oral de oração, prova e até bomba...

Mais que decorar, devemos saber de coração! 

Imaculada Cintra


Vocação, luz divina!

Mesmo que estejamos no último dia de agosto, quero deixar arquivado esse teatro aqui no meu blog, para usar no futuro... Espero que o agosto de vocês tenham sido A gosto de Deus... Que venha setembro, iluminado com a Palavra de Deus...


Sugestão: Este teatro pode ser feito no final da missa do último domingo deste mês de agosto, o Mês Vocacional.


Elenco:
Pessoa com papel de enviado de Deus;
3 crianças com as quais o enviado de Deus irá conversar;
Uma cruz humana formada por crianças.

O enviado de Deus entra em cena, conduzindo uma luz (vela) e se aproxima da primeira criança e lhe diz:
Enviado: Esta é a Luz de Cristo para iluminar o seu caminho!
Criança: O que é isto?
Enviado: Esta é a Luz que irá te guiar por toda a vida e por todos os lugares.
Criança: Mas quem disse que eu quero ter essa luz? Eu não vou a lugar nenhum!
A criança apaga a vela e volta ao seu lugar. O enviado decepcionado fala:
Enviado: Jamais podemos esquecer ou apagar a Luz do Chamado que Deus faz a cada um de nós.

O enviado se dirige ao segundo jovem, acende-lhe a vela dizendo:
Enviado: Que a Luz de Cristo brilhe em seu coração!

A segunda criança se levanta e pergunta:
Criança: Nossa! Que brilho lindo! De vem esta Luz? Quem é você?
Enviado: Eu sou apenas um amigo que lhe trouxe um pouco de Luz. Com esta Luz, ilumine o caminho daqueles que ainda estão na escuridão.
Criança: Não! Esta Luz é só minha! Não vou reparti-la com ninguém. Não, não…
Enviado: Quanto egoísmo! Fomos chamados para servir e não para ser servido.

O enviado se dirige a terceira criança, acendendo-lhe a vela e diz:
Enviado: Eis que te envio ao mundo para que sejas Luz entre as nações!

A criança se levanta e fala:
Criança: Ainda bem que Deus se lembrou de mim. E o senhor, quem é?
Enviado: Sou apenas alguém que Deus enviou para mostrar-lhe a Luz da Vocação
Criança: Mas o que eu devo fazer? Como posso retribuir essa bênção de Deus?
Enviado: É muito simples. Essa Luz é o chamado de Deus, a sua vocação. Nunca deixe que essa Luz fique escondida no seu interior, mas coloque-a em lugar de destaque para que ela brilhe e ilumine a todos que estão ao seu redor.
Criança: Mas, e se esta luz se apagar?
Enviado: Não, minha criança, aquele que de coração partilha essa Luz com os irmãos, jamais terá seu brilho apagado e sim cada vez mais aumentado.
Criança: Obrigado Senhor! Dai-me forças para ser Luz para os meus irmãos!

A criança caminha e acende as velas da cruz humana que está no meio do palco (ou da igreja). Em seguida, a criança acende a vela da segunda criança que a ajuda acender e a levantar a primeira criança… Ao final todos dizem: “Deixem a Luz de Deus brilhar em seus corações. Digam SIM ao seu chamado!”
Pode-se tocar também um canto vocacional no fim da apresentação.


Fonte: http://www.soucatequista.com.br/teatro-mes-vocacional-na-catequese.html (adaptado)