quinta-feira, 30 de abril de 2015

Blás blás blás catequéticos...

Falando em blá blá blá, (gente, cá entre nós) acho uma chatice(chato chatice neh, vamos trocar por Tédio), acho um tédio, uma catequese onde só o catequista fala, fala, fala,  seja em qual etapa for... os catequizandos vão ficando cada vez mais apáticos e desmotivados... Catequese é troca de experiência! Não subjugue os catequizandos, achando que eles são sacos vazios e vem pra catequese sem nada para partilhar! Essa moçada,  com muita ou pouca idade traz uma bagagem enorme,(na verdade meio que bagunçada/deturpada) necessitando em muitos casos de uma ajudinha para que essa bagagem seja ajeitada em seus devidos lugares...

Numa de minhas últimas postagens eu dizia que temos que cuidar para que nossos encontros catequéticos não se tornem um 'oba oba"... me referia à busca constante por parte dos catequistas por dinâmicas... Um bom encontro catequético depende muito da mística do catequista, quer dizer, o catequista precisa estar afinado no tema que vai ser trabalhado, precisa ter claro a mensagem central do encontro... Depois de muito estudo em manuais, sites confiáveis e principalmente um aprofundamento do texto Bíblico indicado para o tema, o catequista 'pode' pensar numa dinâmica, numa música, num jogo para incrementar o encontro... Frisando, o que não pode é o catequista se agarrar nessa ou naquela dinâmica, tentando amenizar seu despreparo para tal encontro. 

Tiremo-nos por base, vamos tentar nos colocar no papel do catequizando!! Quando participamos de uma formação para catequistas, o que nos prende a atenção? O carisma do formador, a convicção com que aborda o tema,  o olhar cativante, o sorriso contagiante, a expressão corporal, a maneira como ele se desloca enquanto fala, as pausas necessárias, intencionalmente para nos fazer refletir, a entonação da voz de acordo com o que fala e claro a dinâmica como é apresentando o conteúdo é louvável (um conto, uma dinâmica, uma música e dependendo até trabalhos em grupos)... Enfim, um bom formador, eu diria que é quase um ator... 

Odeio( odiar na boca de um catequista não fica legal,  não quero incitar ninguém ao ódio, troquemos por 'não gosto") Não gosto quando alguém conduz uma formação, e lança  perguntas... Sim, aquelas que são feitas e ainda ficam parados por minutos, exigindo uma resposta, pensando (penso eu): "Esse catequistas, não sabem de nada!" Acho interessante esse joguete de perguntas, até pra atiçar, despertar, instigar os participantes, mas essa coisa de ficar exigindo uma resposta, é constrangedor... Isso, quando o formador não pega um pra Cristo, tudo essa pessoa tem que saber... (Mas como vc não sabe disso sendo uma catequista?) Gente, quando fazem isso comigo, tenho vontade de me levantar e sair correndo... Faça perguntas sim, isso é até pedagógico, mas tenha sensibilidade, respondendo em seguida, fazendo as considerações necessárias, caso ninguém tenha respondido de imediato... Instigue, mas não pressione!

Pois é moçada, ih num é que isso acontece aos montes em nossos encontros catequéticos!!!
Quando o catequista não vomita: "mas, já falei sobre isso várias vezes, vocês não entenderam nada?? blá, blá, blá' O tempo que esse catequista perde com chorumelas é maior do que se ele fizesse algumas considerações oportunas sobre o assunto...

Bem, são só alguns blás blás blás catequéticos, que necessariamente não precisa ser aceito por vocês, podem e devem se for o caso,  discordar ou acrescentar...

Pra terminar, pra quem como eu, gosta de dinâmicas, jogos, brincadeiras, os direciono para algumas postagem do "Catequese hoje"... Vale conferir!


Jogos e brincadeiras na catequese...


Atividades lúdicas e criança caminham juntas

"Na Catequese, não podemos, em nenhum momento, deixar faltar a alegria, o prazer, a dinâmica, a criatividade, o sorriso.

Atividades lúdicas e criança caminham juntas. Para a criança, “brincar é coisa séria”. As relações, as regras, as fantasias características do jogo são, na verdade, meios com os quais a criança vai, gradativamente, estabelecer relações com o mundo em que vive. Os jogos e brincadeiras são fundamentais para a educação e desenvolvimento infantil. Também os jovens e os adultos gostam de atividades lúdicas." (catequese hoje)


http://www.catequesehoje.org.br/index.php/diverso/metodologia/244-jogos-e-brincadeiras-na-catequese



Dinâmicas
A palavra dinâmica vem do grego e significa força.
 As dinâmicas de grupo, na catequese, tem grande importância porque:
- criam dinamismo na vida do grupo;
-entrosam as pessoas na experiência grupal;
- facilitam a comunicação interpessoal e o desempenho das diferentes tarefas de liderança;
- provocam maior participação das pessoas;
- criam espírito comunitário e aperfeiçoamento nas relações humanas;
- aprende-se, fazendo;
http://www.catequesehoje.org.br/index.php/diverso/metodologia/411-dinamicas-de-grupo-na-catequese


Cartazes na catequese

É um instrumento simples que pode ser utilizado com muita criatividade. É uma forma de comunicação humana. Através dele é possível comunicar idéias e mensagens, de forma clara. Seu objetivo é chegar a todas as pessoas.

Algumas dicas sobre o trabalho:

A) Com cartazes
O cartaz, na oficina catequética, não vem pronto. Ele é criado de forma participativa, dentro de um processo onde a experiência de Deus passa pela escuta, partilha, ajuda, colaboração dos membros do grupo. Assim:
- Todos participam, sobretudo em pequenos grupos;
- Não importa se nem tudo está cem por cento. Vale a experiência feita em grupo e a vivência conjunta de valores;
- Recomenda-se que haja imagens claras e poucas palavras para expressar a mensagem;
- Precisa estar de acordo com as necessidades do grupo e os objetivos que se quer alcançar;
- A imagem pode ser representada por símbolos, figuras, fotografias, desenhos, recortes de jornais e revistas, elementos da natureza...
- Usando o desenho, os participantes colocam elementos básicos, como: o espírito religioso, as emoções, os sentimentos, as motivações, que, de forma verbal, ficam inexpressivas;
- A participação deve ser privilegiada. Cada membro precisa sentir-se parte integrante e responsável do trabalho desenvolvido.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Não há caminhos certos!


Não há caminhos certos. 
O único certo, a única certeza é que se chega lá se fizermos caminho. 
Deus tem estas coisas, a que não devia chamar coisa, de deixar que Lhe cheguem por diferentes caminhos, mesmo os mais inóspitos. Os mais desapreciados.
A Catarina chegou a Ele na morte do avô. 
O Pedro chegou a Ele quando descobriu que não tinha grande valor. 
A Dina chegou a Ele no meio da doença. 
O António chegou a Ele no meio de uma confissão que depois se tornou oração. O Lucas chegou a Ele porque estava zangado com Ele. 
O paradoxo é que às vezes quanto mais nos afastamos Dele, mais próximo Lhe ficamos. 
Deus tem esta coisa de esperar que cada um faça o seu caminho.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O catequista precisa ter a espiritualidade do café!

Gosto de café, tanto quanto  da catequese! (rsrsr)
Não tem hora, nem lugar! Pode ser pela manhã, meio da tarde, noite e até de madrugada!
Dizem que tira  o sono, se tomado à noite. O que me tira o sono é eu ir pra cama e ficar pensando 'naquele' cafezinho. 
Gosto de café encorpado e com pouco açúcar!
Amo o cheiro exalado pelo café... Acho até que todo lar devia ter o cheiro de café coado na hora... Café tem cheiro de colo de mãe...
Tem  até a espiritualidade do café direcionada aos catequistas. Confira no blog da querida Wania Dias : O catequista precisa ter a espiritualidade do café!

Gostei muito do texto e também da matéria do "Ateleia" colocando um pouco pra nós sobre a relação que tem nossos papas com essa bebida tão apreciada em todo canto.

14 de abril - Dia Mundial do Café: três curiosas histórias sobre esta bebida e os papas

Entre elas, adivinhe de qual país é o café que Francisco bebe no Vaticano!

14 de abril é o Dia Mundial do Café - e certamente não vai faltar gente disposta a celebrar muito bem essa data saboreando o próprio "homenageado", que tem fãs fervorosos em todos os lugares.

Para acompanhar a merecida pausa de hoje para um bom cafezinho (ou vários), aqui vão três casos curiosos sobre o café e três papas!

CLEMENTE VIII

Diz a lenda que, no século XVII, vários padres italianos pediram ao papa Clemente VIII (1536-1605) que proibisse o consumo de café, então considerado uma "bebida projetada por Satanás para os infiéis". É que o café, de fato, era muito popular entre os turcos muçulmanos, os dervixes sufistas e as tribos africanas não cristãs.

O papa, muito prudente, quis conhecer melhor a situação e pediu um café para provar. Conforme o relato da escritora britânica Claudia Roden em seu livro "Coffe: A Connoisseur's Companion", de 1981, o papa teria provado um café da melhor qualidade e, logo em seguida, declarou:

“Pois bem. Esta 'bebida de Satanás' é tão deliciosa que seria um pecado deixá-la somente para os infiéis. Enganemos Satanás batizando-a!”

PAULO VI

Issa é um cristão árabe de Jerusalém. Em 1963, ele trabalhava na empresa responsável pela manutenção elétrica do Santo Sepulcro. No começo do ano seguinte, o papa Paulo VI iria visitar a Terra Santa e Issa confidenciou um grande desejo ao seu pároco: “Eu gostaria de encontrar o papa!”. Mas Issa não obteve nenhuma resposta.

No dia 6 de janeiro de 1964, o pároco pediu a Issa e à sua esposa Leila: “Estendam um belo tapete vermelho na entrada”. Os dois jovens obedeceram. Pouco depois, Paulo VI em pessoa apareceu, cumprimentou o vizinho, ouviu em confissão uma pessoa gravemente doente e aceitou uma xícara de café oferecida por Leila.



“Foi uma surpresa! Não esperávamos que Paulo VI entrasse mesmo na nossa casa”, conta o casal, ainda cheio de emoção, do alto dos seus 80 anos de idade e muitas histórias para compartilhar.

Ah, sim: sabe o que eles fizeram com a xícara em que o papa tomou seu café?





FRANCISCO

No começo de 2014, o jornalista espanhol José Manuel Vidal visitou a Casa Santa Marta e ficou surpreso com a simplicidade do almoço que é servido ao papa Francisco e aos seus colaboradores. Ele conta que, no centro de cada mesa, havia uma fruteira com bananas, kiwis e tangerinas. Ao lado, uma garrafa de água com gás e duas garrafas de vinho: um tinto e um branco, de rótulos "simples e populares". O primeiro prato foi um macarrão parafuso “normalzinho”; o segundo, escalope "apenas passável", com guarnição de ervilhas e pimentões fritos. Quem quisesse salada de alface podia se levantar e servir-se. Como sobremesa, fruta. E, isto sim, um bom café: “espresso” ou “macchiato”.

Sabemos que Francisco gosta de chimarrão, mas também sabemos que, nas poucas vezes em que viajava para Roma quando ainda era cardeal de Buenos Aires, Bergoglio gostava de tomar um "caffè ristretto" (curto) encostado ao balcão de alguma cafeteria, enquanto dava uma caminhada.

Outra curiosidade interessante para os brasileiros: durante a sua estadia no Brasil em 2013, o papa Francisco saboreou o café baiano "Natura Gourmet". Mas isto não foi novidade para ele (nem teria sido para Bento XVI): esse café, produzido em Ibicoara, na Chapada Diamantina, é consumido em todo o Vaticano desde 2010, quando o produto foi selecionado para atender a demanda da Cidade-Estado!

O papa até pode ser argentino. Mas o café que ele toma é brasileiro!

sexta-feira, 27 de março de 2015

O desafio da escassez e rotatividade do catequista





Sem dúvida, são realidades gritantes, grandes desafios encontrados em nossa catequese em todos os cantos do Brasil e ouso dizer, em todo mundo. 


“PROCURA-SE UM CATEQUISTA”. Essa chamada no perfil de um amigo catequista soou como um pedido de socorro, que não é só dele, mas de toda paróquia. Vi-me refletindo sobre a escassez/rotatividade do catequista. Pergunto-me: Se existem tantos fiéis com uma vasta caminhada de fé na comunidade (constatamos isso porque em todos os horários de missa aos domingos, a Igreja fica lotada) porque ainda temos essa escassez de catequistas? O que acontece com esse povo de Deus, que num movimento frenético, quase que rotineiro, entram e saem de nossas Igrejas, sem que se sintam como parte dela! Onde está a espiritualidade comunitária? Porque temos quase que chegar ao ponto de espalhar pela cidade panfletos com esses dizeres: “Procura-se catequista!” Porque temos que implorar/mendigar para que alguém assuma ou não deixe a catequese?

Alguns afirmam ser falta de comprometimento! Em alguns casos sim, porém, a escassez de catequistas e também a rotatividade dos atuantes, é reflexo dessa geração dos batizados não evangelizados. Se não temos pessoas iniciadas na fé, não teremos pessoas comprometidas, despertas para o SERVIÇO. Faltam pessoas com experiência do amor de Deus, daí a falta de catequistas comprometidos.

Muitos quando se colocam na prática catequética, acabam por descobrir que não tem vocação nenhuma pra ser catequista, se sentem como um peixe fora d’água. Não os segure, deixe-os ir. Será que Deus teria se enganado em tais chamados? Não! Deus nunca se engana, mas existem aqueles que QUEREM ser catequistas, mas não o são. E só vão descobrir isso na prática. Quando se trata de vocação, a iniciativa é sempre de Deus.

O catequista não está isento de passar por tribulações. Muitos se afastam ao se deparar com doenças, nascimento dos filhos, estudos, problemas conjugais, divergências com o grupo de catequistas/coordenadores, mudança de endereço/cidade. Salvo os motivos justos, aquele que de fato é vocacionado sofre as amarguras, supera os obstáculos, mas não desiste.

O medo, a insegurança é outra realidade, assim foi também com nossos patriarcas, por exemplo, quando Deus chama Moisés, ele logo arruma um pretexto: “Meu Senhor, eu não tenho facilidade para falar”. É taxativo: “Não quero, mande outro”. Mas Deus não se equivoca em seus CHAMADOS e não desiste de Moisés. Até que ele descobre sua vocação e acolhe a missão de libertar aquele povo da Escravidão. Assim também somos nós, cheios de desculpas, pretextos. Nossos medos e inseguranças precisam ser enfrentados, alimentados com muita oração, eucaristia, formação, diálogo.

Como enfrentar esse grande desafio da escassez e da rotatividade de catequistas?

Queria eu ter uma receita pronta, mas não tenho! A maneira de formar cristãos foi revista e está sendo orientada pela Igreja. A Iniciação à Vida cristã, tendo como inspiração o modelo catecumenal, está espalhada por todos os cantos, através de subsídios, manuais, estudos, documentos, Itinerário da CNBB. Cabe a nós ouvir o clamor do Espírito Santo que grita. Quem tem ouvidos, ouça!

Algumas intuições ou propostas a ser consideradas

  • Que tal, encararmos com seriedade a implantação da IVC (Iniciação à Vida Cristã) em nossas dioceses/paróquias, formando cristãos conscientes, convictos, comprometidos. Com certeza, muitos catequistas seriam suscitados nesse meio.

  • Que tal elaborar um trabalho de acolhida, proporcionando um acompanhamento, direcionamento VOCACIONAL aos nossos ‘candidatos à catequistas’, antes de jogá-los numa turma. “Quando alguém aceita ser catequista, toma consciência de que a sua opção é uma resposta ao chamado do Senhor.[1] Os cursinhos de começo de ano, de boas-vindas revelam-se muito pouco para que haja o discernimento, que saibam a diferença entre vocação e trabalho voluntário.

  • Conscientizar os catequistas atuantes (que em muitos casos não foram devidamente iniciados na fé) do que vem a ser CATEQUISTA PROTAGONISTA.

Roguemos ao Senhor da messe, que envie operários, pois a messe de educar na fé e de formar cristãos é grandiosa demais! Que Maria, a estrela da evangelização e educadora do Filho de Deus e da Igreja nos acompanhe maternalmente nessa nossa missão.

Imaculada Cintra
Catequista por amor e vocação,
Em constante de estado de feitura!

[1] MOSER, Pe. Assis e BIERNASKI, Pe. André, Ser catequista: vocação, encontro, missão, Petrópolis: Vozes, 2001. 

* Texto escrito para o site Observatório da Evangelização





terça-feira, 24 de março de 2015

Mini jardim - Ressurreição/Sepulcro

Trabalhar com os pequenos o tema da morte e ressurreição de Jesus não é algo tão simples. Mas, se explorarmos o lado visual, com certeza algo ficará gravado. Achei uma graça esse mine jardim, onde retrata a morte, a ressurreição de Jesus, com esse SEPULCRO VAZIO. Pode ser feito um com a turma reunida ou individual.
É hora de abusar da criatividade, para fazer chegar ao coração de nossos catequizandos o centro de nossa fé: Cristo vive está no meio de nós!


Compartilho umas fotos, onde é mostrado o passo a passo, com o envolvimentos dos catequizandos. Uma graça!




Olha só a pequena em busca da tampa do Sepulcro...

O catequista pode fazer antecipadamente o seu, pra mostrar como fica, depois podem fazer em grupo...

Ou cada um faz o seu com o envolvimento de toda família...


As sementes pode ser de grama ou  até mesmo de alpiste...




















Quem não tem cola quente, pode amarrar com linha ou barbante...
Ao lado de quem mesmo Jesus foi crucificado?
Enquanto se faz, vai narrando os acontecimentos!!
Quando for montar os seus, se 
lembrarão...





Nesse caso foi usado um vasinho preto para retratar o Sepulcro...
(imaginem a expectativa, esperando os primeiro brotos...Será que cada vez que olhar para o sepulcro não se lembrará do que foi narrado??)




As imagens eu colhi desse do site no link abaixo, seria interessante uma visita para mais detalhes...