quarta-feira, 15 de abril de 2015

O catequista precisa ter a espiritualidade do café!

Gosto de café, tanto quanto  da catequese! (rsrsr)
Não tem hora, nem lugar! Pode ser pela manhã, meio da tarde, noite e até de madrugada!
Dizem que tira  o sono, se tomado à noite. O que me tira o sono é eu ir pra cama e ficar pensando 'naquele' cafezinho. 
Gosto de café encorpado e com pouco açúcar!
Amo o cheiro exalado pelo café... Acho até que todo lar devia ter o cheiro de café coado na hora... Café tem cheiro de colo de mãe...
Tem  até a espiritualidade do café direcionada aos catequistas. Confira no blog da querida Wania Dias : O catequista precisa ter a espiritualidade do café!

Gostei muito do texto e também da matéria do "Ateleia" colocando um pouco pra nós sobre a relação que tem nossos papas com essa bebida tão apreciada em todo canto.

14 de abril - Dia Mundial do Café: três curiosas histórias sobre esta bebida e os papas

Entre elas, adivinhe de qual país é o café que Francisco bebe no Vaticano!

14 de abril é o Dia Mundial do Café - e certamente não vai faltar gente disposta a celebrar muito bem essa data saboreando o próprio "homenageado", que tem fãs fervorosos em todos os lugares.

Para acompanhar a merecida pausa de hoje para um bom cafezinho (ou vários), aqui vão três casos curiosos sobre o café e três papas!

CLEMENTE VIII

Diz a lenda que, no século XVII, vários padres italianos pediram ao papa Clemente VIII (1536-1605) que proibisse o consumo de café, então considerado uma "bebida projetada por Satanás para os infiéis". É que o café, de fato, era muito popular entre os turcos muçulmanos, os dervixes sufistas e as tribos africanas não cristãs.

O papa, muito prudente, quis conhecer melhor a situação e pediu um café para provar. Conforme o relato da escritora britânica Claudia Roden em seu livro "Coffe: A Connoisseur's Companion", de 1981, o papa teria provado um café da melhor qualidade e, logo em seguida, declarou:

“Pois bem. Esta 'bebida de Satanás' é tão deliciosa que seria um pecado deixá-la somente para os infiéis. Enganemos Satanás batizando-a!”

PAULO VI

Issa é um cristão árabe de Jerusalém. Em 1963, ele trabalhava na empresa responsável pela manutenção elétrica do Santo Sepulcro. No começo do ano seguinte, o papa Paulo VI iria visitar a Terra Santa e Issa confidenciou um grande desejo ao seu pároco: “Eu gostaria de encontrar o papa!”. Mas Issa não obteve nenhuma resposta.

No dia 6 de janeiro de 1964, o pároco pediu a Issa e à sua esposa Leila: “Estendam um belo tapete vermelho na entrada”. Os dois jovens obedeceram. Pouco depois, Paulo VI em pessoa apareceu, cumprimentou o vizinho, ouviu em confissão uma pessoa gravemente doente e aceitou uma xícara de café oferecida por Leila.



“Foi uma surpresa! Não esperávamos que Paulo VI entrasse mesmo na nossa casa”, conta o casal, ainda cheio de emoção, do alto dos seus 80 anos de idade e muitas histórias para compartilhar.

Ah, sim: sabe o que eles fizeram com a xícara em que o papa tomou seu café?





FRANCISCO

No começo de 2014, o jornalista espanhol José Manuel Vidal visitou a Casa Santa Marta e ficou surpreso com a simplicidade do almoço que é servido ao papa Francisco e aos seus colaboradores. Ele conta que, no centro de cada mesa, havia uma fruteira com bananas, kiwis e tangerinas. Ao lado, uma garrafa de água com gás e duas garrafas de vinho: um tinto e um branco, de rótulos "simples e populares". O primeiro prato foi um macarrão parafuso “normalzinho”; o segundo, escalope "apenas passável", com guarnição de ervilhas e pimentões fritos. Quem quisesse salada de alface podia se levantar e servir-se. Como sobremesa, fruta. E, isto sim, um bom café: “espresso” ou “macchiato”.

Sabemos que Francisco gosta de chimarrão, mas também sabemos que, nas poucas vezes em que viajava para Roma quando ainda era cardeal de Buenos Aires, Bergoglio gostava de tomar um "caffè ristretto" (curto) encostado ao balcão de alguma cafeteria, enquanto dava uma caminhada.

Outra curiosidade interessante para os brasileiros: durante a sua estadia no Brasil em 2013, o papa Francisco saboreou o café baiano "Natura Gourmet". Mas isto não foi novidade para ele (nem teria sido para Bento XVI): esse café, produzido em Ibicoara, na Chapada Diamantina, é consumido em todo o Vaticano desde 2010, quando o produto foi selecionado para atender a demanda da Cidade-Estado!

O papa até pode ser argentino. Mas o café que ele toma é brasileiro!

sexta-feira, 27 de março de 2015

O desafio da escassez e rotatividade do catequista





Sem dúvida, são realidades gritantes, grandes desafios encontrados em nossa catequese em todos os cantos do Brasil e ouso dizer, em todo mundo. 


“PROCURA-SE UM CATEQUISTA”. Essa chamada no perfil de um amigo catequista soou como um pedido de socorro, que não é só dele, mas de toda paróquia. Vi-me refletindo sobre a escassez/rotatividade do catequista. Pergunto-me: Se existem tantos fiéis com uma vasta caminhada de fé na comunidade (constatamos isso porque em todos os horários de missa aos domingos, a Igreja fica lotada) porque ainda temos essa escassez de catequistas? O que acontece com esse povo de Deus, que num movimento frenético, quase que rotineiro, entram e saem de nossas Igrejas, sem que se sintam como parte dela! Onde está a espiritualidade comunitária? Porque temos quase que chegar ao ponto de espalhar pela cidade panfletos com esses dizeres: “Procura-se catequista!” Porque temos que implorar/mendigar para que alguém assuma ou não deixe a catequese?

Alguns afirmam ser falta de comprometimento! Em alguns casos sim, porém, a escassez de catequistas e também a rotatividade dos atuantes, é reflexo dessa geração dos batizados não evangelizados. Se não temos pessoas iniciadas na fé, não teremos pessoas comprometidas, despertas para o SERVIÇO. Faltam pessoas com experiência do amor de Deus, daí a falta de catequistas comprometidos.

Muitos quando se colocam na prática catequética, acabam por descobrir que não tem vocação nenhuma pra ser catequista, se sentem como um peixe fora d’água. Não os segure, deixe-os ir. Será que Deus teria se enganado em tais chamados? Não! Deus nunca se engana, mas existem aqueles que QUEREM ser catequistas, mas não o são. E só vão descobrir isso na prática. Quando se trata de vocação, a iniciativa é sempre de Deus.

O catequista não está isento de passar por tribulações. Muitos se afastam ao se deparar com doenças, nascimento dos filhos, estudos, problemas conjugais, divergências com o grupo de catequistas/coordenadores, mudança de endereço/cidade. Salvo os motivos justos, aquele que de fato é vocacionado sofre as amarguras, supera os obstáculos, mas não desiste.

O medo, a insegurança é outra realidade, assim foi também com nossos patriarcas, por exemplo, quando Deus chama Moisés, ele logo arruma um pretexto: “Meu Senhor, eu não tenho facilidade para falar”. É taxativo: “Não quero, mande outro”. Mas Deus não se equivoca em seus CHAMADOS e não desiste de Moisés. Até que ele descobre sua vocação e acolhe a missão de libertar aquele povo da Escravidão. Assim também somos nós, cheios de desculpas, pretextos. Nossos medos e inseguranças precisam ser enfrentados, alimentados com muita oração, eucaristia, formação, diálogo.

Como enfrentar esse grande desafio da escassez e da rotatividade de catequistas?

Queria eu ter uma receita pronta, mas não tenho! A maneira de formar cristãos foi revista e está sendo orientada pela Igreja. A Iniciação à Vida cristã, tendo como inspiração o modelo catecumenal, está espalhada por todos os cantos, através de subsídios, manuais, estudos, documentos, Itinerário da CNBB. Cabe a nós ouvir o clamor do Espírito Santo que grita. Quem tem ouvidos, ouça!

Algumas intuições ou propostas a ser consideradas

  • Que tal, encararmos com seriedade a implantação da IVC (Iniciação à Vida Cristã) em nossas dioceses/paróquias, formando cristãos conscientes, convictos, comprometidos. Com certeza, muitos catequistas seriam suscitados nesse meio.

  • Que tal elaborar um trabalho de acolhida, proporcionando um acompanhamento, direcionamento VOCACIONAL aos nossos ‘candidatos à catequistas’, antes de jogá-los numa turma. “Quando alguém aceita ser catequista, toma consciência de que a sua opção é uma resposta ao chamado do Senhor.[1] Os cursinhos de começo de ano, de boas-vindas revelam-se muito pouco para que haja o discernimento, que saibam a diferença entre vocação e trabalho voluntário.

  • Conscientizar os catequistas atuantes (que em muitos casos não foram devidamente iniciados na fé) do que vem a ser CATEQUISTA PROTAGONISTA.

Roguemos ao Senhor da messe, que envie operários, pois a messe de educar na fé e de formar cristãos é grandiosa demais! Que Maria, a estrela da evangelização e educadora do Filho de Deus e da Igreja nos acompanhe maternalmente nessa nossa missão.

Imaculada Cintra
Catequista por amor e vocação,
Em constante de estado de feitura!

[1] MOSER, Pe. Assis e BIERNASKI, Pe. André, Ser catequista: vocação, encontro, missão, Petrópolis: Vozes, 2001. 

* Texto escrito para o site Observatório da Evangelização





terça-feira, 24 de março de 2015

Mini jardim - Ressurreição/Sepulcro

Trabalhar com os pequenos o tema da morte e ressurreição de Jesus não é algo tão simples. Mas, se explorarmos o lado visual, com certeza algo ficará gravado. Achei uma graça esse mine jardim, onde retrata a morte, a ressurreição de Jesus, com esse SEPULCRO VAZIO. Pode ser feito um com a turma reunida ou individual.
É hora de abusar da criatividade, para fazer chegar ao coração de nossos catequizandos o centro de nossa fé: Cristo vive está no meio de nós!


Compartilho umas fotos, onde é mostrado o passo a passo, com o envolvimentos dos catequizandos. Uma graça!




Olha só a pequena em busca da tampa do Sepulcro...

O catequista pode fazer antecipadamente o seu, pra mostrar como fica, depois podem fazer em grupo...

Ou cada um faz o seu com o envolvimento de toda família...


As sementes pode ser de grama ou  até mesmo de alpiste...




















Quem não tem cola quente, pode amarrar com linha ou barbante...
Ao lado de quem mesmo Jesus foi crucificado?
Enquanto se faz, vai narrando os acontecimentos!!
Quando for montar os seus, se 
lembrarão...





Nesse caso foi usado um vasinho preto para retratar o Sepulcro...
(imaginem a expectativa, esperando os primeiro brotos...Será que cada vez que olhar para o sepulcro não se lembrará do que foi narrado??)




As imagens eu colhi desse do site no link abaixo, seria interessante uma visita para mais detalhes...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Vida e morte!



A vida é um dom de Deus, porém estamos de passagem neste mundo, e a qualquer momento podemos perder alguém querido, alguém que amamos. Quem não perdeu é bom estar preparado, pois se algo certo na vida, é a morte.

Ao olharmos para a morte devemos valorizar a vida, como uma forma e oportunidade de nos prepararmos para a eternidade com Deus.

O próprio Jesus garante que é da vontade do Pai que não se perca nenhum daqueles que lhe deu, e que todo aquele que n’Ele crê tenha a vida eterna, e o ressuscitará no último dia (Jo 6, 37-40).

Como cristão católico, como encarar a morte, como lidar com a dor da perda?

Para os que crêem a vida não é tirada, mas transformada. Assim como a semente que, ao cair na terra morre e dessa morte brota a nova vida, cremos que a morte é a passagem para a ressurreição, a nova vida em Cristo.

O fundamento para nossa fé em torno da vida nova que começa na morte, está na ressurreição de Jesus Cristo.

Este é o ponto principal de tudo, Jesus venceu a morte e ressuscitou, esta certeza da fé descarta completamente qualquer ideia de reencarnação.

Deus ressuscitou seu filho Jesus, como nos exorta São Pedro: Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus; para vós que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos”(1Pd1,3-5). 

Mas existe o purgatório o céu e o inferno?

O novo catecismo da Igreja Católica, nos coloca em base a dois fundamentos: primeiro é a bíblia; o segundo é o magistério da igreja.

Magistério da igreja é a tradição comum das comunidades, por isso vamos olhar para a bíblia e para o magistério. Quando rezamos o creio, dizemos: Creio na ressurreição dos mortos...

A igreja ensina que na hora da morte no momento em que fechamos os olhos toda a pessoa passa pelo chamado juízo particular. 

O que é Juízo particular?

Afirma o Catecismo da Igreja Católica: “Cada homem, em sua alma imortal, recebe sua retribuição eterna a partir de sua morte, em um Juízo Particular feito por Cristo, juiz dos vivos e dos mortos” (CIC 1051).

No Juízo particular a vida passa como um filme diante de nós, na hora da morte. Ninguém sabe se é por uma fração de segundos, mas a vida passa diante de nossos olhos. E, nesse juízo particular a pessoa vê toda a sua vida, mas a vê sob a luz da verdade. E á luz da verdade que é Cristo, vê quais os frutos teve o seu livre arbítrio.

Continua o Catecismo da Igreja Católica: “Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre” (CIC 1022).

Então, acreditamos que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido.

O céu, para aqueles que morreram em estado de beatitude, como por exemplo: Nossa Senhora e os santos. Cremos foram direto para Deus.

O purgatório para aqueles que estão destinados ao céu, mas antes tem de viver o estado de purificação.

E o inferno, para aqueles que não aceitam a salvação, concedida por Deus. 

Existe um céu?

Filhos, ó céu é o anseio ultimo toda alma. O ser humano foi feito para ficar junto com Deus, então o que o céu é o estado de profunda comunhão com Deus, um estado de intimidade de amor com Deus. Jesus garante que na casa do Pai há muitas moradas e que iria nos preparar um lugar (Jo 14,2). 

E o inferno?

O inferno existe sim, começa aqui e vai além.

Deus não condena ninguém ao inferno. O inferno é uma auto- exclusão da graça, é uma pessoa que no uso do seu livre arbítrio rompeu com Deus, em pecado grave e insistiu em permanecer no pecado grave.

Mas existem almas, pessoas que na hora da morte no juízo particular não romperam com Deus, ainda há muito que ser purificado e é bem nessa dimensão que existe o purgatório. 

O que é o purgatório?

Purgatório não é lugar, mas um estado de purificação das almas após a morte. Nosso Catecismo ensina: “ "Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, afim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu". (CIC 1030).

A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. (CICI 1031).

Biblicamente a crença na existência do purgatório encontra-se no Antigo Testamento, em 2Macabeus 12, 39-45.

O Novo Testamento faz algumas alusões sobre o purgatório (Mt 12, 31; Lc 12, 45-48.58-59)

A Igreja também viu uma figura do purgatório nos textos da Primeira Carta de São Pedro: “Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito”. (1Pd 3,18-19; 4,6)

São Gregório Magno Papa e doutor da Igreja falou a respeito da existência do purgatório: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro”. (dial. 4, 39)

São Josemaria Escrivá disse: “O Purgatório é uma misericórdia de Deus, para limpar os defeitos dos que desejam identificar-se com Ele”. (Sulco, 889)

Por que rezar pelos mortos?

Este ensinamento apóia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis porque ele [Judas Macabeu] mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico (DS 856), a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos. (CIC 1032)

A respeito da oração pelos mortos diz o Didaqué (ou doutrina dos 12 Apóstolos): “Ao fazerdes as vossas comemorações, reuni´vos, lede as Sagradas Escrituras... tanto em vossas assembleias quanto nos cemitérios. O pão duro que o pão tiver purificado e que a invocação tiver santificado, oferecei´o orando pelos mortos”.

E nos ensina João Paulo II: 'Orando pelos mortos, a Igreja contempla, antes de tudo, o mistério da Ressurreição de Cristo que nos obtém a vida eterna'.

Mas quem esta no céu não precisa de oração, e, quem esta no inferno sinceramente as nossas orações de pouco vão valer, mas aqueles que estão no purgatório, para estes sim devemos rezar.

Novamente, como razão porque devemos rezar pelos mortos, volta-nos o texto de Mateus, onde Jesus diz, quem pecar contra o espírito esse pecado não pode ser purificado nem neste século nem no século seguinte, é o que nos faz entender que pecados cometidos em vida podem ser purificados em séculos vindouros. (Mt 12, 31)

É daí que vem o fundamento de mandar rezar missas, pois assim podemos adiantar o estado de purificação dos que morreram.

Termino esclarecendo que a morte nunca foi vontade de Deus, ela entrou no mundo pelo pecado original. Deus fez seus filhos para a eternidade. A morte é uma contingência humana, faz parte da fragilidade do ser humano.

O Filho de Deus foi para a morte e depois Deus o ressuscitou.

Deus nos fez para vivermos para sempre.

Por isso a tristeza, a amargura e o desanimo, isso tudo é somente a vida que nos trás. Deus nos fez para vivermos em intimidade com ele. Nós somos feitos para sermos santos, como nosso Deus é Santo.


terça-feira, 17 de março de 2015

Papa Francisco anuncia Ano Santo Extraordinário da Misericórdia

Acolhamos com jubilo essa grande notícia, um ANO SANTO. Leia com atenção!

VATICANO, 13 Mar. 15 / 03:09 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco anunciou esta sexta-feira 13 de março na Basílica de São Pedro a celebração de um Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo extraordinário. Este Jubileu começará com a abertura da Porta Santa na Basílica Vaticana durante a Solenidade da Imaculada Concepção, no dia 8 de dezembro, e concluirá no dia 20 de novembro de 2016 com a solenidade de Cristo Rei do Universo.

O Pontífice anunciou o Ano Santo da seguinte forma: “queridos irmãos e irmãs, pensei frequentemente em como a Igreja pode colocar em mais evidência sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que inicia com uma conversão espiritual. Por isso decidi convocar um Jubileu extraordinário que coloque no centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia, Queremos vive-lo à luz da palavra do Senhor: 'Sejamos misericordiosos como o Pai”.

“Estou convencido de que toda a Igreja poderá encontrar neste Jubileu a alegria de redescobrir e fazer fecunda a misericórdia de Deus, com a qual todos somos chamados a dar consolo a cada homem e cada mulher de nosso tempo. Confiamo-lo a partir de agora à Mãe da Misericórdia para que dirija a nós seu olhar e vele em nosso caminho”.

O anúncio, que coincide com o segundo aniversário de sua eleição como Sucessor de São Pedro, foi feito pelo Santo Padre durante a homilia que pronunciou na celebração penitencial que deu início à iniciativa “24 horas para o Senhor”, confiado ao Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização.

A iniciativa foi acolhida em todo mundo com o fim de promover a abertura extraordinária das igrejas e favorecer a celebração do sacramento da Reconciliação.

O Jubileu da Misericórdia procura ressaltar ainda a importância e a continuidade do Concílio Vaticano II, concluído há exatos 50 anos.

A misericórdia é um dos temas mais importantes no pontificado do Papa Francisco que já como bispo escolheu como lema próprio “miserando atque eligendo”, que pode traduzir-se como “Olhou-o com misericórdia e o escolheu” ou “Amando-o, Ele o escolheu”.

O desenvolvimento deste Ano se fará notar em numerosos aspectos. As leituras para os domingos do tempo ordinário serão tomadas do Evangelho de Lucas, conhecido como “o evangelista da misericórdia”.

A inauguração solene e oficial do Ano Santo será feita com a leitura de uma Bula Papal junto à Porta Santa no domingo da Divina Misericórdia de 2015, festa instituída por São João Paulo II, celebrada no domingo seguinte à Páscoa.

O rito inicial do Jubileu é a abertura da Porta Santa. Trata-se de uma porta que se abre somente durante os Anos Santos. Existe uma Porta Santa em cada uma das quatro basílicas maiores de Roma: São Pedro, San João de Latrão, São Paulo Extramuros e Santa Maria Maior.

O rito da abertura expressa simbolicamente o conceito que, durante o tempo jubilar, oferece-se aos fiéis uma “via extraordinária” para a salvação. Logo depois da abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, serão abertas sucessivamente as portas das outras basílicas maiores.

Os fiéis que ali passam, cumprindo com as exigências da Igreja, poderão obter indulgências por ocasião do Ano Santo.