sábado, 12 de julho de 2014

Pizza e Evangelho!

Samya minha querida, obrigada por partilhar ideias lindas e saborosas, assim como essa da Pizza e Evangelho, uma maneira ousada de evangelizar os jovens. Amei, estou partilhando, para que mais pessoas tenham acesso...


Na periferia de Roma, na Paróquia de São Cleto e Santa Agostina, um jovem sacerdote experimentou com sucesso uma nova forma de evangelizar: através da gastronomia.

Seu nome é Padre Roberto Raschetti, quem deu forma à iniciativa Pizza e Evangelho, um diálogo à mesa sobre os temas da  no qual participam cerca de 25 jovens entre 17 e 35 anos, junto com catequistas e animadores da Pastoral da Juventude. Antes de se tornar sacerdote, padre Roberto tinha aprendido a fazer pão para ajudar seus pais e também trabalhou para um restaurante fazendo pães, pizzas e tortas. 

“Buscamos chegar perto do que fazia Jesus - explica o padre - que à mesa compartilhava frequentemente momentos de fraternidade com seus discípulos. A resposta, desde o primeiro encontro, foi muito positiva. Coloquei em jogo toda a minha experiência no âmbito culinário acompanhando o debate de uma degustação de pizza que eu mesmo preparo”.

A ideia para esta série de encontros surgiu por ocasião do ano da beatificação de João Paulo II, quando a paróquia convidou Luigi Accattoli, histórico vaticanista do jornal italiano Corriere della Sera, que em casa tinha o hábito de convidar alguns jovens para comer uma pizza e discutir temas ligados à fé.

E assim, no dia 9 de novembro de 2001, nasceu a iniciativa Pizza e Evangelho. “Sentamos em uma mesa única - explica padre Roberto - e enquanto os jovens arrumam a mesa, preparam os pratos, organizam os doces que são degustados no fim do jantar, eu preparo a pizza”. Antes de começar a comer rezamos sentados no chão, num tapete ao redor da Cruz, no mesmo estilo dos monges da comunidade Taizè.

O Padre Roberto depois lê trechos do Evangelho que servem de orientação para a reflexão. Enquanto é distribuída a pizza acontece a discussão moderada por duas pessoas, enquanto o padre escuta. Durante o período das festividades são escolhidos temas bem precisos. No período pascal se discutiu sobre ressurreição, e o padre Roberto transformou o encontro em Jejum e Evangelho, em pleno espírito quaresmal. 

“Os jovens têm vontade de conhecer e discutir sobre Deus, mas é preciso estimulá-los. Pizza e Evangelho é um modo particular para fazê-lo e é eficaz e prazeroso”, afirmou padre Roberto.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Fazendo arte! Flor de papel!

Queridos,
Podem me puxar as orelhas, mereço... Onde já se viu, ficar um mês sem atualizar o blog!

Na verdade, acho que isso acontece com todos,  vamos nos descuidando, nos ocupando com outras coisas e o tempo  que não passa,  voa,  quando damos por conta, um mês já se foi.

Olha, ainda sou catequista! Estou acompanhando uma turma de adultos. Uma experiência maravilhosa, porém, bem diferente de trabalhar com os pequenos. Noutra postagem e espero não seja daqui a um mês, conto um pouco dessa minha nova experiência com adultos. O motivo dessa minha postagem, é algo bem simples, um vídeo ensinando a fazer uma flor para decorar.

Compartilharam comigo no facebook, achei interessante, tentei fazer, encontrei algumas dificuldades. Para ajudar a quem se interessar, gravei esse tutorial... Achei que seria interessante postar aqui também, conforme já havia me sugerido a querida Claudia do "catequese na net".  Um trabalho bem amador, mas dá pra entender...

Vamos tentar!
Beijo grande à você que passa por aqui!
Imaculada Cintra





sexta-feira, 30 de maio de 2014

Não é nada fácil vencer, dobrar a própria vontade!

* Do livro: A poderosa unção do Espírito Santo, de Raniero Cantalamessa

A santidade, como a escultura, se obtém "pela arte de tirar", isto é, eliminando as partes inúteis. Conta-se que um dia Michelangelo, passeando em um pátio de Florença, viu um bloco de mármore bruto coberto de pó e barro. Parou de repente a olhá-lo, depois, como se iluminado por um súbito relâmpago, disse aos presentes: "Nesta massa de pedra está escondido um  anjo: quero tirá-lo fora"" E se colocou a trabalhar com um cinzel para dar forma ao anjo que tinha entrevisto.

Assim somos também nós. Somos ainda pedras brutas, cobertas de muita terra e de muitos pedaços inúteis. Deus Pai nos olha e diz: "Neste pedaço de pedra está escondida a imagem do meu Filho; quero tirá-lo fora, para que brilhe eternamente a meu lado no céu!" Se de agora em diante sentimos golpes de cinzel  e vemos pedaços de nós caírem ao chão, tentemos não nos enganar mais. Não continuemos a dizer: "Que fiz de mal? Por que Deus me castiga assim?" Esforcemos-nos, antes, por dizer a nós mesmos: '´É Deus que me ama e quer formar em mim a imagem do Seu Jesus. Resiste, alma minha!" A cruz é o cinzel com o qual Deus molda os seus eleitos. Foi sempre assim.

Os mais abnegados não somente suportam as pancadas do cinzel que vêm de fora, mas colaboram também eles, quanto lhes é dado, impondo-se pequenas ou grandes mortificações voluntárias e quebrando sua velha vontade.

Se quisermos ser completamente libertos- dizia um Padre do Deserto_, aprendamos a dobrar nossa própria vontade, e assim, pouco a pouco, com a ajuda de Deus, avançaremos e chegaremos à plena libertação das paixões. É possível vencer dez vezes a própria vontade em um tempo curtíssimo e vos digo como: alguém está passeando e vê alguma coisa; seus pensamento lhe diz: "Olha lá!", mas ele responde ao pensamento: "Não, não olho!", e dobra sua própria vontade (Doroteo di Gaza, Insegnamenti [Ensinos], 1,20; SCh 92, p.177).

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Crítica

É bastante usual que muitas pessoas, quando vão fazer uma crítica, pedem desculpas antes de fazê-la. Dizem assim: "Você me desculpe, eu queria fazer uma crítica, mas é uma crítica positiva". É preciso lembrar que a palavra 'crítica' tem origem em um termo grego ligado à agricultura, que é criterion. Significa separar o positivo do negativo: o feijão da pedra, o arroz da palha, o joio do trigo.

Portanto, criticar significa separar o que serve do que não serve. Fazer uma crítica sempre implicará que ela seja positiva e negativa ao mesmo tempo. O que talvez as pessoas queiram dizer é "queria fazer uma crítica construtiva". Há uma diferença entre crítica construtiva e crítica destrutiva, portanto, nós estamos lidando com a intenção da crítica. Positiva e negativa ela sempre será, porque se uma crítica não separar o que serve e o que não serve, o que eu desejo e o que eu não desejo, ela não será crítica.

Sempre que desejamos criticar algo, temos que pensar em qual é a intenção: Será uma crítica positiva ou destrutiva? Quero eu ajudar com aquele pensamento crítico ou quero apenas fazer com que a pessoa criticada se sinta diminuída, humilhada?

Criticar é separar o que serve o que não serve. Se vamos fazê-lo, não precisamos pedir desculpas.

* Do livro Pensar bem nos faz bem! 
   Mario Sérgio Cortella

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Duração de encontro!

"Amiga eu preciso de sua ajuda, eu gostaria de ter pelo menos mais uns 20 minutos para meu encontro de catequese, o que você  sugere, ou seja, como eu falo com o pessoal?...Estou achando que essa questão de tempo vai ser meio complicada sabe, mas eu realmente necessito de pelo menos um pouco mais, pois 1 hora está sendo muito corrido e tem tantas atividades interessantes que gostaria de fazer mas o tempo não nos favorece. Me de uma mãozinha ai por favor...rs... ABRAÇOS e aguardo respostas ok."

Olhando minhas postagens antigas, vi esse pedido como 'rascunho' e não sei se respondi a essa catequista na época. Perdão! Apesar desse assunto ter sido bem discutido entre nós, quero deixar umas palavrinhas. 

Imagine um encontro com uma hora de duração, descontando os atrasos, conversas e tudo mais, vai dar aí uns 15 a 20 minutos de enrolation...O que sobra??? Pra se ter uma hora de encontro tranquilamente, é preciso contar com uma hora e meia. E dependendo da idade, principalmente com os menores, que usamos o lado lúdico, seria o ideal. Aqui, nossa programação é de uma hora e meia. (lembrando que não é tempo perdido, aqueles minutos de conversas informais, enquanto esperamos pelos retardatários...é o momento que eles tem para conversar e fazer amizade com o grupo...Eu gosto e fico atenta a esses momentos, e vejo que nosso encontro inicia com a chegada do primeiro catequizando)

O que não pode é continuar com encontros mal trabalhados, por conta do horário exprimido e muito menos ter uma catequese sob o  efeito Gabriela: "eu nasci assim, vou ser sempre assim..." Precisamos ser flexíveis, com uma certa abertura para possíveis adaptações.

Coisas do tipo,  precisa ser discutido com o grupo de catequistas e coordenações. Não vejo que seja algo difícil de se chegar a um consenso. Se não existe essa abertura no grupo, então, o problema é muito mais grave que a questão de duração do encontro. Por exemplo, existem coordenações que se acham  donas no pedaço, assim, meio sargento, sabe??

Coordenar tem que ter tempo de duração, tem que mudar,  para que entre sangue novo, com novas ideias...
Ih! viajei, de duração de encontro já passei para o ministério de coordenação... Esse é um outro assunto, que precisa ser refletido com cautela...