terça-feira, 29 de julho de 2014

Sejamos agentes multiplicadores daquilo que aprendemos...



" O que mais temos são gavetas e armários muito bem formados, catequetas, mestrados, doutorados, pois chegamos dos encontros de formações, escolas e jogamos tudo lá dentro"

Ouvi isso e achei certo, pois quem participa de algum encontro, seja ele regional, diocesano ou paroquial, precisa se transformar num agente multiplicador daquilo que ouviu e aprendeu. 

Tivemos a semana catequética em nossa paróquia e recebemos alguns participantes de outras paróquias. O Edison, um desses catequistas, criou um blog para divulgar coisas sobre catequese e inaugurou colocando tópicos dessa nossa formação.

Sendo assim, quem não participou, poderá ver um pouco daquilo que nos foi passado.

Edison, muito obrigada por sua presença e por partilhar conosco, tão rico material. 



sábado, 26 de julho de 2014

Fique por dentro!

Olá queridos e amados amigos de caminhada...


Tivemos a nossa semana catequética em nossa paróquia, com a assessoria de Solange Maria do Carmo, teóloga-leiga, especialista em catequese, com vários livros escritos. Sua trajetória catequética remonta o ano de 1991, quando juntamente com o Pe. Orione (diocese de Mariana), empreendeu um projeto de evangelização na cidade de Viçosa, na Paróquia Santa Rita de Cássia, onde residiam. Nasceu desta parceria um sonho de evangelizar crianças e adultos, proporcionando a todos a experiência cristã de Deus, por meio de encontros catequéticos semanais dos mais diversos tipos.

Muitas pessoas tem me pedido o conteúdo dessa semana, o que não tenho em mãos, por isso, os direciono para a leitura de alguns textos escritos pela Solange, no site "Fique Firme'. Foi mais ou menos a linha que ela seguiu para trabalhar conosco. Uma vez no site, fiquem firmes e bebam da fonte, pois tem lá uma infinidade de artigos que nos ajudam a criar uma  nova mentalidade enquanto formadores, educadores da fé,  nos fazendo ver a catequese com outros olhos.
Agradeço de coração a oportunidade de ter conhecido a Solange pessoalmente, uma pessoa encantadora, alegre, extrovertida, contagiante, capaz e pra mim o mais importante, apaixonada pela catequese... Agradeço ao nosso pároco, frei Silvestre, por investir em seus catequistas nos proporcionado momentos únicos de formação,  por ter uma equipe que pensa a catequese em nossa paróquia, ao Marcelo Prestes, que indicou a assessora para esse ano. Lindo ver nosso plenário cheio todos os dias, deixo aqui um agradecimento especial a todos os catequistas que renunciaram a tanta coisa para estarem se formando. Aos que não participaram, não digo que perderam, pois ninguém perde o que não recebeu...

Queria muito que essa fosse a realidade de todos meus amigos catequistas. Vamos rezar e torcer para que um dia a catequese de fato seja prioridade em todos os lugares. Querem mudança na catequese? Ninguém tem o direito de cobrar algo que não ofereceu... Quer uma catequese renovada, invista na formação de seus catequistas...




Catequese num novo tempo, apesar dos perigos…
A canção popular de Ivan Lins nos incentiva a construir com coragem e ânimo um novo tempo. Todo tempo novo traz desafios novos e, com essas novidades, vêm perigos, riscos, ameaças e também conquistas, alegrias, realizações… Não cansamos de ouvir sem cessar vozes diversas que insistem que nossos tempos são diferentes dos antigos. E nem precisaria de gente importante, estudada, cheia dos títulos dizendo isso para nos convencermos de que vivemos um momento novo da história. É só reparar o dia-a-dia: são tantas mudanças que chegamos a falar não mais em época de mudança, mas em mudança de época. Ou seja, desponta no horizonte humano um novo tempo, tão diferente do tempo vivido até agora, que chegamos a ficar desarmados diante dele.Quanta mudança! E não são apenas mudanças de hábitos, de comportamentos, de gostos, de interesses…



Sacramentos e catequese: uma relação difícil
A catequese católica vem desde o Concílio de Trento (século XVI) atrelada aos sacramentos e sua funcionalidade tem dependido da dispensação dos mesmos às crianças e aos jovens. A catequese perdeu seu estatuto próprio e se submeteu aos sacramentos. Sem sacramentos, nada de catequese. Mas, se a demanda do sacramento aparece, a catequese logo entra em cena. Então, como poderíamos estranhar que uma mãe queira que seu filho “tire a primeira comunhão”? Faz 500 anos que a coisa está funcionando assim: a catequese é curso para a primeira eucaristia ou para a crisma. Como se “tira” um diploma de um curso, “tira-se” a primeira comunhão depois de certo período de catequese. Mas aí começam os problemas. Será que a catequese é mesmo preparação para a primeira comunhão ou crisma ou ocasião contínua de fazer a experiência cristã de Deus? Que interesse tem a Igreja de ministrar os sacramentos a alguém se esta pessoa não entra na dinâmica da fé? Se ela não faz parte do grupo dos discípulos, se ela não se engaja, não cria pertença, não participa? Certamente que a catequese contempla a recepção dos sacramentos, mas este não é seu objetivo. A eucaristia, por exemplo, não vai faltar nesta caminhada, mas cada coisa a seu tempo. O mais importante não é fazer a primeira comunhão, mas entrar em comunhão. Mas o que é mesmo isso?"

Catequese para crianças ou catequese infantil?
Vai e volta a gente escuta os catequistas dizerem: “Eu trabalho com catequese infantil”. Todos nós que escutamos esta expressão, logo concluímos que aquela pessoa é catequista de crianças e não de jovens ou adultos, ou seja, que sua turma é composta de crianças na faixa etária de mais ou menos 8 a 11 anos. Mas pensando bem, não parece estranha essa expressão catequese infantil? Será que é a catequese que é infantil ou o público que é infantil? Tomara que seja o público! A catequese deve ser sempre um processo sério, maduro, que ajude a transmitir uma experiência de fé genuína e não algo infantil ou infantilizante.


A Bíblia nos encontros de catequese
Durante muito tempo, o texto-base da catequese foi o catecismo. Com a chegada da Catequese Renovada, os catecismos – tão prontos e taxativos! – cederam espaço para manuais catequéticos que tinham a cara das comunidades locais. Os problemas da vida, as esperanças e tristezas do povo, começaram a se fazer presentes nestes roteiros. Foi aí que a Bíblia achou entrada na catequese. Ela iluminava a vida concreta dos catequizandos e a vida dos catequizandos dava mais sentido ao relato bíblico. A conexão da Escritura Sagrada com a vida, a unidade da história da salvação com a história da gente, foi aos poucos sendo descoberta. Isso foi um ganho sem conta para a catequese. Mas, mesmo com esse avanço, a Bíblia ainda não ganhou a centralidade que ela merece nos nossos encontros catequéticos.CONTINUE LENDO

Se eu quiser falar com Deus…
No caminho de discipulado que a catequese quer ser, a oração tem lugar de destaque. Afinal, não dá para ser discípulo de Jesus por obrigação, mas sim por opção, porque se quer entrar em relação com ele, ser seu amigo, ficar mais próximo dele. E neste caso, a oração apresenta-se como um caminho insubstituível. Por isso, na catequese, costuma-se rezar em todo encontro. Começamos e terminamos nossos encontros rezando. Esta é uma prática do povo católico. As reuniões são sempre abertas por um momento orante. Mas como orar com as crianças, os jovens e os adolescentes de nossa catequese hoje? Será que basta ensinar o Pai-nosso e a Ave-Maria ou a Oração ao Espírito Santo? Seria suficiente decorar a Oração do anjo da guarda, o Credo (que na cultura de muitos espanta os demônios) ou outras orações que desde cedo aprendemos a recitar?
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Encontros catequéticos sim, aula de catequese não
A coleção Catequese Permanente está apostando suas fichas numa catequese meio fora do padrão, isso é arriscado!”, dizem alguns. Outros afirmam: “Nunca vi isso: uma catequese onde os catequizandos não usam caderno, nem livro, nem fazem dever de casa!”. E não falta quem questione: “Que catequese é essa que não ensina nada para os meninos? Meus filhos não aprenderam até hoje os sacramentos, nem os mandamentos, nem as orações do cristão!”. Está posta a questão! De fato, não é de estranhar que pais e catequistas estranhem esse novo jeito de fazer catequese. Acostumados como estávamos com o ritmo escolar da catequese, qualquer alteração é logo vista com olhares de desconfiança.

Mas quem disse que catequese é aula? Quem disse que catequese é para aprender coisas, que ela deve ter livro e caderno?

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Indiquei a fonte, agora, é com você, vá e beba á vontade...

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Avaliar para fazer melhor...


O catequista que deseja crescer como catequista, como evangelizador, precisa se colocar em constante estado de avaliação. Me refiro tanto ao catequista que tem lá sua turma de catequizandos, quanto à equipe pensante da catequese numa paróquia, as lideranças. Por exemplo, acabamos de sair de nossa semana catequética aqui em minha paróquia. Por mais que tenha sido enriquecedora, alguns pontos fundamentais deixaram a desejar. Quando avaliamos, tentamos sanar esses 'buracos' na próxima oportunidade.

O que não podemos é ao avaliar, valorizando, deixando vir à tona apenas os pontos negativos.
Participando da escola de atualização catequética do meu regional, fiz alguns apontamentos, que destaco aqui, pelo assunto da avaliação:  "Tem gente que não faz avaliação, por medo de escutar que tem que mudar ou melhorar" 

Outra coisa comum, é jogar no outro a responsabilidade de toda uma organização ou desorganização. Refletindo e já avaliando nossa semana catequética, lembrei-me dessa historinha:


Todo mundo, Alguém, Qualquer um, Ninguém


OBJETIVO: conscientizar o grupo da necessidade de união, de cooperação ou de apoio, da necessidade de se trabalhar em equipe.

Esta é uma história sobre quatro pessoas: Todo mundo, Alguém, Qualquer um, Ninguém .

Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de ALGUÉM o faria.

QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez.

ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que ALGUÉM ou mesmo TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.



O bom mesmo é ser CATEQUISTA!



O bom mesmo é você ter certeza de sua vocação,
 saber pra que veio,
sentir o coração acelerar quando está em comunidade,
 conseguir driblar as dificuldades,
 saltar sobre as pedras pelo caminho,
ignorar as fofocas e maledicências,
crescer com suas quedas,
sorrir sem freios,
ser quem você é e não aquilo que querem que seja,
 Ser catequizando enquanto é catequista, 
O bom mesmo:
 é sentir esse amor por Cristo que queima, arde o coração,
é contagiar os que te cercam com esse amor...
Ah!
O bom mesmo é ser CATEQUISTA!
e ponto final.
Imaculada Cintra

sábado, 12 de julho de 2014

Pizza e Evangelho!

Samya minha querida, obrigada por partilhar ideias lindas e saborosas, assim como essa da Pizza e Evangelho, uma maneira ousada de evangelizar os jovens. Amei, estou partilhando, para que mais pessoas tenham acesso...


Na periferia de Roma, na Paróquia de São Cleto e Santa Agostina, um jovem sacerdote experimentou com sucesso uma nova forma de evangelizar: através da gastronomia.

Seu nome é Padre Roberto Raschetti, quem deu forma à iniciativa Pizza e Evangelho, um diálogo à mesa sobre os temas da  no qual participam cerca de 25 jovens entre 17 e 35 anos, junto com catequistas e animadores da Pastoral da Juventude. Antes de se tornar sacerdote, padre Roberto tinha aprendido a fazer pão para ajudar seus pais e também trabalhou para um restaurante fazendo pães, pizzas e tortas. 

“Buscamos chegar perto do que fazia Jesus - explica o padre - que à mesa compartilhava frequentemente momentos de fraternidade com seus discípulos. A resposta, desde o primeiro encontro, foi muito positiva. Coloquei em jogo toda a minha experiência no âmbito culinário acompanhando o debate de uma degustação de pizza que eu mesmo preparo”.

A ideia para esta série de encontros surgiu por ocasião do ano da beatificação de João Paulo II, quando a paróquia convidou Luigi Accattoli, histórico vaticanista do jornal italiano Corriere della Sera, que em casa tinha o hábito de convidar alguns jovens para comer uma pizza e discutir temas ligados à fé.

E assim, no dia 9 de novembro de 2001, nasceu a iniciativa Pizza e Evangelho. “Sentamos em uma mesa única - explica padre Roberto - e enquanto os jovens arrumam a mesa, preparam os pratos, organizam os doces que são degustados no fim do jantar, eu preparo a pizza”. Antes de começar a comer rezamos sentados no chão, num tapete ao redor da Cruz, no mesmo estilo dos monges da comunidade Taizè.

O Padre Roberto depois lê trechos do Evangelho que servem de orientação para a reflexão. Enquanto é distribuída a pizza acontece a discussão moderada por duas pessoas, enquanto o padre escuta. Durante o período das festividades são escolhidos temas bem precisos. No período pascal se discutiu sobre ressurreição, e o padre Roberto transformou o encontro em Jejum e Evangelho, em pleno espírito quaresmal. 

“Os jovens têm vontade de conhecer e discutir sobre Deus, mas é preciso estimulá-los. Pizza e Evangelho é um modo particular para fazê-lo e é eficaz e prazeroso”, afirmou padre Roberto.