domingo, 5 de julho de 2015

O cansaço dos catequistas



É normal que a gente encontre por aí catequistas ou evangelizadores em geral que manifestam certo cansaço na realização de seu trabalho. Alguns poderiam até se surpreender, afinal, catequista também cansa? Com certeza todos estamos sujeitos a ficarmos cansados nas mais variadas situações da vida, inclusive em nosso trabalho pastoral. O importante é saber descobrir o que está causando esse cansaço e de que forma estamos lidando com isso.

Para alguns a canseira é consequência da intensidade com a qual vai desempenhando sua missão evangelizadora. Por exemplo, às vezes, por falta de outros catequistas, alguém acaba assumindo mais de uma turma de catequese, e, apesar de sua boa intenção e dedicação, as exigências do trabalho vão ficando sempre mais pesadas... Outras vezes o próprio grupo de catequizandos é mais desafiador do que se imaginava e, apesar da criatividade e boa interação com o grupo, o desgaste vai se acumulando e as forças vão diminuindo...

Para outros a frustração por não conseguir ver os frutos de seu trabalho podem levar, mais do que a um cansaço, a um verdadeiro desânimo, que normalmente é acompanhado daquela vontade de “abandonar tudo” e “sumir”...

Em qualquer um desses casos fica evidente que um bom descanso é necessário para se conseguir recompor as forças e o ânimo! Seriam férias? Seria um Retiro Espiritual? As variedades de descanso são muitas, mas o que importa, realmente é que tal parada nas atividades nunca seja assumida como uma fuga, como um abandono do trabalho evangelizador, sinal da perda do sentido da missão.

O melhor, mesmo, é que esse período de descanso sirva para se refazer as forças e reanimar a própria fé, a própria vida espiritual. Já que ninguém tira férias da condição de cristão batizado e comprometido com o Reino de Deus, seria bom cultivar alguns períodos de silêncio para, na oração, colocar-se em sintonia com Deus e avaliar as motivações de seu trabalho evangelizador.

Afinal, todos os momentos e todos os lugares são sempre boas oportunidades para crescermos na nossa identificação com Jesus Cristo e cultivarmos o espírito de compaixão que tanto marcou sua vida. Assim como ele, também nós temos que estar sempre dispostos a acolher as pessoas necessitadas e revelar-lhes o amor e a misericórdia de Deus.


Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No 16º Domingo do Tempo Comum a liturgia nos propõe o seguinte texto bíblico: Mc 6,30-34. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Por que Jesus convida os apóstolos a irem a um lugar deserto? Consigo perceber que também preciso do meu “deserto”? Quando? Gosto de “tirar férias” de tudo ou sei continuar discípulo missionário de Jesus também durante meu merecido descanso?


Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

quarta-feira, 24 de junho de 2015

XÔ elixir do demônio!!

Um catequista sem alegria, sem esperança é meio complicado! Somos chamados a comunicar VIDA. Não sei pra você que me lê, mas pra mim, essas palavras vieram como flecha em minh'alma!
XÔ elixir do demônio!!


83. Assim se gera a maior ameaça, que «é o pragmatismo cinzento da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a fé vais e deteriorando e degenerando na mesquinhez». 
Desenvolve-se a psicologia do túmulo, que pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do coração como «o mais precioso elixir do demônio». 
Chamados para iluminar e comunicar vida, acabam por se deixar cativar por coisas que só geram escuridão e cansaço interior e corroem o dinamismo apostólico. Por tudo isto, permiti que insista: Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!
(Evangelli Gaudium-83)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Blás blás blás catequéticos...

Falando em blá blá blá, (gente, cá entre nós) acho uma chatice(chato chatice neh, vamos trocar por Tédio), acho um tédio, uma catequese onde só o catequista fala, fala, fala,  seja em qual etapa for... os catequizandos vão ficando cada vez mais apáticos e desmotivados... Catequese é troca de experiência! Não subjugue os catequizandos, achando que eles são sacos vazios e vem pra catequese sem nada para partilhar! Essa moçada,  com muita ou pouca idade traz uma bagagem enorme,(na verdade meio que bagunçada/deturpada) necessitando em muitos casos de uma ajudinha para que essa bagagem seja ajeitada em seus devidos lugares...

Numa de minhas últimas postagens eu dizia que temos que cuidar para que nossos encontros catequéticos não se tornem um 'oba oba"... me referia à busca constante por parte dos catequistas por dinâmicas... Um bom encontro catequético depende muito da mística do catequista, quer dizer, o catequista precisa estar afinado no tema que vai ser trabalhado, precisa ter claro a mensagem central do encontro... Depois de muito estudo em manuais, sites confiáveis e principalmente um aprofundamento do texto Bíblico indicado para o tema, o catequista 'pode' pensar numa dinâmica, numa música, num jogo para incrementar o encontro... Frisando, o que não pode é o catequista se agarrar nessa ou naquela dinâmica, tentando amenizar seu despreparo para tal encontro. 

Tiremo-nos por base, vamos tentar nos colocar no papel do catequizando!! Quando participamos de uma formação para catequistas, o que nos prende a atenção? O carisma do formador, a convicção com que aborda o tema,  o olhar cativante, o sorriso contagiante, a expressão corporal, a maneira como ele se desloca enquanto fala, as pausas necessárias, intencionalmente para nos fazer refletir, a entonação da voz de acordo com o que fala e claro a dinâmica como é apresentando o conteúdo é louvável (um conto, uma dinâmica, uma música e dependendo até trabalhos em grupos)... Enfim, um bom formador, eu diria que é quase um ator... 

Odeio( odiar na boca de um catequista não fica legal,  não quero incitar ninguém ao ódio, troquemos por 'não gosto") Não gosto quando alguém conduz uma formação, e lança  perguntas... Sim, aquelas que são feitas e ainda ficam parados por minutos, exigindo uma resposta, pensando (penso eu): "Esse catequistas, não sabem de nada!" Acho interessante esse joguete de perguntas, até pra atiçar, despertar, instigar os participantes, mas essa coisa de ficar exigindo uma resposta, é constrangedor... Isso, quando o formador não pega um pra Cristo, tudo essa pessoa tem que saber... (Mas como vc não sabe disso sendo uma catequista?) Gente, quando fazem isso comigo, tenho vontade de me levantar e sair correndo... Faça perguntas sim, isso é até pedagógico, mas tenha sensibilidade, respondendo em seguida, fazendo as considerações necessárias, caso ninguém tenha respondido de imediato... Instigue, mas não pressione!

Pois é moçada, ih num é que isso acontece aos montes em nossos encontros catequéticos!!!
Quando o catequista não vomita: "mas, já falei sobre isso várias vezes, vocês não entenderam nada?? blá, blá, blá' O tempo que esse catequista perde com chorumelas é maior do que se ele fizesse algumas considerações oportunas sobre o assunto...

Bem, são só alguns blás blás blás catequéticos, que necessariamente não precisa ser aceito por vocês, podem e devem se for o caso,  discordar ou acrescentar...

Pra terminar, pra quem como eu, gosta de dinâmicas, jogos, brincadeiras, os direciono para algumas postagem do "Catequese hoje"... Vale conferir!


Jogos e brincadeiras na catequese...


Atividades lúdicas e criança caminham juntas

"Na Catequese, não podemos, em nenhum momento, deixar faltar a alegria, o prazer, a dinâmica, a criatividade, o sorriso.

Atividades lúdicas e criança caminham juntas. Para a criança, “brincar é coisa séria”. As relações, as regras, as fantasias características do jogo são, na verdade, meios com os quais a criança vai, gradativamente, estabelecer relações com o mundo em que vive. Os jogos e brincadeiras são fundamentais para a educação e desenvolvimento infantil. Também os jovens e os adultos gostam de atividades lúdicas." (catequese hoje)


http://www.catequesehoje.org.br/index.php/diverso/metodologia/244-jogos-e-brincadeiras-na-catequese



Dinâmicas
A palavra dinâmica vem do grego e significa força.
 As dinâmicas de grupo, na catequese, tem grande importância porque:
- criam dinamismo na vida do grupo;
-entrosam as pessoas na experiência grupal;
- facilitam a comunicação interpessoal e o desempenho das diferentes tarefas de liderança;
- provocam maior participação das pessoas;
- criam espírito comunitário e aperfeiçoamento nas relações humanas;
- aprende-se, fazendo;
http://www.catequesehoje.org.br/index.php/diverso/metodologia/411-dinamicas-de-grupo-na-catequese


Cartazes na catequese

É um instrumento simples que pode ser utilizado com muita criatividade. É uma forma de comunicação humana. Através dele é possível comunicar idéias e mensagens, de forma clara. Seu objetivo é chegar a todas as pessoas.

Algumas dicas sobre o trabalho:

A) Com cartazes
O cartaz, na oficina catequética, não vem pronto. Ele é criado de forma participativa, dentro de um processo onde a experiência de Deus passa pela escuta, partilha, ajuda, colaboração dos membros do grupo. Assim:
- Todos participam, sobretudo em pequenos grupos;
- Não importa se nem tudo está cem por cento. Vale a experiência feita em grupo e a vivência conjunta de valores;
- Recomenda-se que haja imagens claras e poucas palavras para expressar a mensagem;
- Precisa estar de acordo com as necessidades do grupo e os objetivos que se quer alcançar;
- A imagem pode ser representada por símbolos, figuras, fotografias, desenhos, recortes de jornais e revistas, elementos da natureza...
- Usando o desenho, os participantes colocam elementos básicos, como: o espírito religioso, as emoções, os sentimentos, as motivações, que, de forma verbal, ficam inexpressivas;
- A participação deve ser privilegiada. Cada membro precisa sentir-se parte integrante e responsável do trabalho desenvolvido.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Não há caminhos certos!


Não há caminhos certos. 
O único certo, a única certeza é que se chega lá se fizermos caminho. 
Deus tem estas coisas, a que não devia chamar coisa, de deixar que Lhe cheguem por diferentes caminhos, mesmo os mais inóspitos. Os mais desapreciados.
A Catarina chegou a Ele na morte do avô. 
O Pedro chegou a Ele quando descobriu que não tinha grande valor. 
A Dina chegou a Ele no meio da doença. 
O António chegou a Ele no meio de uma confissão que depois se tornou oração. O Lucas chegou a Ele porque estava zangado com Ele. 
O paradoxo é que às vezes quanto mais nos afastamos Dele, mais próximo Lhe ficamos. 
Deus tem esta coisa de esperar que cada um faça o seu caminho.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O catequista precisa ter a espiritualidade do café!

Gosto de café, tanto quanto  da catequese! (rsrsr)
Não tem hora, nem lugar! Pode ser pela manhã, meio da tarde, noite e até de madrugada!
Dizem que tira  o sono, se tomado à noite. O que me tira o sono é eu ir pra cama e ficar pensando 'naquele' cafezinho. 
Gosto de café encorpado e com pouco açúcar!
Amo o cheiro exalado pelo café... Acho até que todo lar devia ter o cheiro de café coado na hora... Café tem cheiro de colo de mãe...
Tem  até a espiritualidade do café direcionada aos catequistas. Confira no blog da querida Wania Dias : O catequista precisa ter a espiritualidade do café!

Gostei muito do texto e também da matéria do "Ateleia" colocando um pouco pra nós sobre a relação que tem nossos papas com essa bebida tão apreciada em todo canto.

14 de abril - Dia Mundial do Café: três curiosas histórias sobre esta bebida e os papas

Entre elas, adivinhe de qual país é o café que Francisco bebe no Vaticano!

14 de abril é o Dia Mundial do Café - e certamente não vai faltar gente disposta a celebrar muito bem essa data saboreando o próprio "homenageado", que tem fãs fervorosos em todos os lugares.

Para acompanhar a merecida pausa de hoje para um bom cafezinho (ou vários), aqui vão três casos curiosos sobre o café e três papas!

CLEMENTE VIII

Diz a lenda que, no século XVII, vários padres italianos pediram ao papa Clemente VIII (1536-1605) que proibisse o consumo de café, então considerado uma "bebida projetada por Satanás para os infiéis". É que o café, de fato, era muito popular entre os turcos muçulmanos, os dervixes sufistas e as tribos africanas não cristãs.

O papa, muito prudente, quis conhecer melhor a situação e pediu um café para provar. Conforme o relato da escritora britânica Claudia Roden em seu livro "Coffe: A Connoisseur's Companion", de 1981, o papa teria provado um café da melhor qualidade e, logo em seguida, declarou:

“Pois bem. Esta 'bebida de Satanás' é tão deliciosa que seria um pecado deixá-la somente para os infiéis. Enganemos Satanás batizando-a!”

PAULO VI

Issa é um cristão árabe de Jerusalém. Em 1963, ele trabalhava na empresa responsável pela manutenção elétrica do Santo Sepulcro. No começo do ano seguinte, o papa Paulo VI iria visitar a Terra Santa e Issa confidenciou um grande desejo ao seu pároco: “Eu gostaria de encontrar o papa!”. Mas Issa não obteve nenhuma resposta.

No dia 6 de janeiro de 1964, o pároco pediu a Issa e à sua esposa Leila: “Estendam um belo tapete vermelho na entrada”. Os dois jovens obedeceram. Pouco depois, Paulo VI em pessoa apareceu, cumprimentou o vizinho, ouviu em confissão uma pessoa gravemente doente e aceitou uma xícara de café oferecida por Leila.



“Foi uma surpresa! Não esperávamos que Paulo VI entrasse mesmo na nossa casa”, conta o casal, ainda cheio de emoção, do alto dos seus 80 anos de idade e muitas histórias para compartilhar.

Ah, sim: sabe o que eles fizeram com a xícara em que o papa tomou seu café?





FRANCISCO

No começo de 2014, o jornalista espanhol José Manuel Vidal visitou a Casa Santa Marta e ficou surpreso com a simplicidade do almoço que é servido ao papa Francisco e aos seus colaboradores. Ele conta que, no centro de cada mesa, havia uma fruteira com bananas, kiwis e tangerinas. Ao lado, uma garrafa de água com gás e duas garrafas de vinho: um tinto e um branco, de rótulos "simples e populares". O primeiro prato foi um macarrão parafuso “normalzinho”; o segundo, escalope "apenas passável", com guarnição de ervilhas e pimentões fritos. Quem quisesse salada de alface podia se levantar e servir-se. Como sobremesa, fruta. E, isto sim, um bom café: “espresso” ou “macchiato”.

Sabemos que Francisco gosta de chimarrão, mas também sabemos que, nas poucas vezes em que viajava para Roma quando ainda era cardeal de Buenos Aires, Bergoglio gostava de tomar um "caffè ristretto" (curto) encostado ao balcão de alguma cafeteria, enquanto dava uma caminhada.

Outra curiosidade interessante para os brasileiros: durante a sua estadia no Brasil em 2013, o papa Francisco saboreou o café baiano "Natura Gourmet". Mas isto não foi novidade para ele (nem teria sido para Bento XVI): esse café, produzido em Ibicoara, na Chapada Diamantina, é consumido em todo o Vaticano desde 2010, quando o produto foi selecionado para atender a demanda da Cidade-Estado!

O papa até pode ser argentino. Mas o café que ele toma é brasileiro!